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Aglomeração: Polícia fecha festa em casa de defensor público e encontra maconha em bolsa de convidada

A Polícia Militar fechou uma festa na casa do defensor público Leandro Jesus Pizarro Torrano, de 34 anos, na madrugada deste domingo (25) em Sinop (500km de Cuiabá). No local, havia aglomeração de pessoas, o que contraria o decreto estadual contra a Covid-19. Foi encontrada, ainda, uma porção de maconha na bolsa de uma das convidadas, e a arma do defensor, com registro vencido. O defensor afirma que a quantidade de pessoas que consta no Boletim de Ocorrência está errada, e diz, ainda, que não tem nenhum envolvimento com a droga.

Além de Leandro, também foram detidas Gabriella Beth Invitti, 27, e Isabella Castro Reis, 23, que estava com a droga. Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por vizinhos, e ao chegar ao local encontrou diversos carros na rua e som alto. Ao entrar na casa, se depararam com “mais de 60 pessoas aglomeradas”. Leandro, por sua vez, diz que havia 33 pessoas.

A PM pediu que todos ficassem em posição de abordagem, o que foi negado por Gabriela Beth, que não obedeceu as ordens. No BO ainda há a informação de que o defensor pediu que outra pessoa falasse que era dono da casa. Leandro nega esta informação, e diz que o homem que se apresentou mora com ele. O aparelho de som da festa foi apreendido e as pessoas foram conduzidas à delegacia.

Outro lado

Ao Olhar Direto, o defensor afirmou que errou ao fazer uma festa, mas que era uma reunião só para amigos com violão e carron, mas sem som eletrônico. “Algumas pessoas convidadas por mim convidaram outras, o que acarretou em 33 pessoas, e não 60 como consta no BO”, explicou.

“A Polícia revirou minha casa inteira. Sou defensor publico há 11 anos, única coisa que eu tenho é buscar leito para pessoas carentes, minha reputação nunca fui manchada, eu repudio drogas pelo estudo que tenho. Não foi encontrado drogas na minha casa, apenas uma das meninas, que foi convidada por um amigo, estava com droga dentro a bolsa pessoal dela”, afirmou Leandro.

O defensor ainda explicou que sua arma estava com registro vencido, mas que isso não é crime e sim uma irregularidade administrativa. “Tanto que eu fui unicamente enquadrado por perturbação ao sossego. A droga encontrada foi vinculada para a menina como usuária, na minha casa na há drogas, nunca teve drogas, nunca me aproximei, minha arma tem irregularidade mas não é crime”, completou.

Leandro ainda justificou que realizou a aglomeração em sua casa, e que a atitude não tem ligação com sua profissão, e não deve envolver a defensoria pública. “Eu estava fazendo uma aglomeração dentro da minha casa, não foi o Leandro defensor que fez isso, vão me trazer um dano grande. Eu tenho família, tenho história dentro da minha carreira”, lamentou.

Olhar Direto – Isabela Mercuri

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