Deputado tenta calar secretário que rebate: ‘O senhor não me dá ordens’

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FELIPE LEONEL

DA REDAÇÃO

O deputado Ulysses Guimarães (PSL) tumultuou a audiência pública , realizada na Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (11) para debater o plano de vacinação contra a covid-19 em Mato Grosso, ao tentar impedir que o secretário de Saúde do Estado, Gilberto Figueiredo explicasse os questionamentos feitos. O parlamentar cobrou que o gestor da Saúde respondesse apenas sim ou não. 

A situação gerou bate-boca e o secretário apontou que o deputado estava fazendo “show pirotécnico” para aparecer.

Quando Gilberto lamentava acusação de que a SES havia ‘sumido’ com 30 mil doses da vacina, conforme alardeou Ulysses nas redes sociais, ele foi interrompido e o clima esquentou.

É muito triste quando a gente vê insinuações dessa natureza como se fosse possível evaporar 30 mil doses da vacina”, disse, ao mesmo tempo em que foi interrompido pelo deputado: “Pela ordem, secretário, atenha às perguntas, senhor secretário, ao invés de ficar fazendo essas…”.

Gilberto então respondeu: “O senhor falou por muito tempo e agora não vai interromper as minhas falas. O senhor me desculpe, mas agora a fala está comigo”.

Se atenha às perguntas secretário”, rebateu Ulysses, que foi retrucado por Gilberto: “O senhor não vai me dar ordens”.

Ulysses foi interrompido pelo presidente da audiência, deputado Lúdio Cabral (PT). Lúdio lembrou que Ulysses usou 22 minutos para fazer os questionamentos e pediu para que respeitasse a dinâmica estabelecida pela Casa. A dinâmica estabelecida pelos deputados, antes de iniciar a audiência, seria de que todos os deputados fariam os questionamentos e depois o secretário responderia.

O ponto central da discussão foi uma alteração em uma resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB). Ulysses acusou o secretário de ‘falsificar’ o documento. Segundo a SES, as resoluções da CIB podem ser alterados para correção de informações.

Em resposta, o secretário disse que Ulysses nunca pediu informações oficialmente à Pasta e que iria procurar os documentos para verificar o questionamento. Além disso, alegou que não tem como decorar todas as resoluções e que não vai deixar nenhuma pergunta sem resposta.

Ao final, o deputado pediu para ir à Secretária para averiguar documentos, que foi aceito por Gilberto. “Poderia ter feito isso lá atrás quando fez a denúncia, mas preferiu fazê-lo pela internet. Sem agendar ou sem conversar com os técnicos que trabalham muito nesse campo”.

Repórter MT


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