Em Cuiabá, Bolsonaro diz temer guerra da insegurança alimentar

Presidente da República discursou durante evento de lançamento da Marcha Para Jesus, na Capital
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Assessoria

ENCONTRO COM RELIGIOSOS

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta terça-feira (19), em Cuiabá, temer que a guerra na Ucrânia traga insegurança alimentar no mundo com choques nos preços. Mato Grosso é um dos maiores produtores de comida do planeta.

O presidente disse que se reuniu nesta semana com uma representante da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Segundo Bolsonaro, a representante pediu que o Brasil exportasse mais alimentos. Ocorre que, conforme presidente, o País não tem estoque para isso.

“Aproveitei o momento, dada importância dessa senhora, e pedi a ela que os fertilizantes não continuem aumentando de preço, porque caso o contrário poderemos brevemente vivenciar a guerra mais cruel que possa imaginar: a guerra da insegurança alimentar”, disse.

“Nós sabemos que em casa onde falta pão, todos brigam e ninguém tem razão. O mundo corre esse risco. O que acontece lá [na Ucrânia] tem reflexo para o Brasil e para o mundo todo”, acrescentou.

Nós sabemos que em casa onde falta pão, todos brigam e ninguém tem razão. O mundo corre esse risco. O que acontece lá [na Ucrânia] tem reflexo para o Brasil e para o mundo todo

As declarações foram dadas durante o lançamento da Marcha para Jesus, na Igreja Comunidade das Nações, no Bairro Praeirinho.

Na ocasião, Bolsonaro fez um discurso de pouco mais de 10 minutos para centenas de pastores, fiéis e lideranças políticas.

Ele iniciou a fala relembrando o “milagre” que vivenciou ao sobreviver de uma facada que recebeu durante a campanha de 2018. Disse que depois de ganhar as eleições, pediu “força a Deus para resistir e coragem para decidir”.

Declarou que pegou um Brasil com vários problemas econômicos, éticos e morais. 

Disse que a economia brasileira foi severamente afetada por conta da pandemia da Covid-19.

“Fica disso tudo, na memória de cada um, o que passou, o que sofreu naquele momento, em especial, aqueles que não tinham uma renda fixa. Fizemos o possível em 2020 para superar o mal que ninguém sabia como enfrentava”, disse.

“Mas, em especial, todos aqueles que têm mais de 30 anos de idade sabem muito bem o que é o Brasil de poucas décadas e o que o Brasil de poucos anos. Temos um compromisso para com o futuro da nossa geração”, disse.

O presidente aproveitou para criticar, indiretamente, países vizinhos governados por presidentes de esquerda.

“Temos experiências na América do Sul que não podemos deixar de refletir sobre elas: como esses países chegaram a esse ponto? Nós sofremos ou nos alegramos pelas escolhas que cada um faz. E essas escolhas podem nos marcar não por muito tempo, por décadas, e todo mundo deve pensar nessa grande escolha que faz periodicamente”, acrescentou.

Por fim, Bolsonaro citou a Biblía e dizendo que “Deus não dá para nós uma cruz maior do que podemos carregar.  E se essa for a vontade Dele, continuaremos neste objetivo”, pontuou. 

Visita a Cuiabá 

O presidente desembarcou no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, por volta de 16h20 e foi recebido pelo governador Mauro Mendes (UB) e a primeira-dama, Virginia Mendes. 

Logo depois, Bolsonaro saiu cumprimentando e tirando foto com os fãs que o aguardavam em torno do aeroporto munidos de camiseta com sua foto, da seleção brasileira e segurando bandeiras do Brasil. Ele não deu entrevista. 

Em seguida, o presidente subiu na carroceria de uma caminhonete e partiu em comboio para Igreja Comunidade das Nações, no Bairro Praeirinho.

Às 19h o presidente seguirá para o Grande Templo, na Avenida do CPA, local onde ocorre a 45ª Assembleia Geral Ordinária da Convenção Geral da Assembleia de Deus no Brasil.

Duas horas depois, às 21h, o presidente embarca rumo a Brasília.

THAIZA ASSUNÇÃO
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