Gerente do Ganha Tempo é preso por coagir funcionários para atrapalhar investigação

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A Delegacia Especializada de Combate a Corrupção (Deccor) prendeu o gerente afastado da unidade do Ganha Tempo do município de Sinop (480 quilômetros de Cuiabá), por descumprir uma ordem judicial expedida em decorrência da investigação, que proibia que ele mantivesse contato com funcionários da unidade.

O investigado era funcionário da empresa Rio Verde Ganha Tempo, afastada da administração do programa no dia 1º de setembro de 2020, no decorrer da operação “Tempo é dinheiro”.  A decisão foi deferida pela juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Ana Cristina Silva Mendes.

A prisão ocorreu no último sábado (7), em razão de investigação paralela à operação, em que foram encontrados indícios de que o gerente descumpriu a ordem judicial. Segundo a apuração da Deccor, o gerente afastado teria coagido funcionários a aceitar um advogado da empresa e solicitado a produção de provas falsas com objetivo de embaraçar a investigação, oferecendo em troca cargos na empresa quando voltasse ao comando da unidade.

Um dos funcionários afirmou ter registrado um boletim de ocorrência com informações falsas sobre a fiscal da Seplag, a pedido do gerente.  

Operação

A Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) deflagrou a Operação Tempo é Dinheiro, que investiga irregularidades cometidas pela empresa Rio Verde, que administra unidades do Ganha Tempo em Mato Grosso. O processo de investigação teve início após o governador Mauro Mendes ter solicitado análise de supostas irregularidades que estariam sendo cometidas pela empresa.

Foram expedidos 19 mandados de busca e apreensão e decretadas medidas cautelares contra os gerentes de unidades e gestores da empresa, determinando a suspensão do exercício de suas funções na empresa e na estrutura do Ganha Tempo, a proibição de frequentar as unidades Ganha Tempo e proibição de manter contato com os demais funcionários dos quadros da concessionária.

Também foi atendido pelo juízo o pedido de ocupação provisória dos bens, pessoal e serviços da empresa Rio Verde para garantir a continuidade da prestação dos serviços públicos ofertados pelo Ganha Tempo. 

Além disso, foi determinado o bloqueio de R$ 6.366,858,81 nas contas da empresa e de seu sócio administrador, valor correspondente ao provável prejuízo sofrido pelo Estado dentro do que foi apurado em relação a pagamentos de atendimentos com indícios de fraude, no período de março de 2018 a janeiro de 2020.

Em auditoria estimou que no período de 2019 a 2032, o Estado deva desembolsar cerca de R$ 500.261.550,00 com este contrato, sugerindo a correção de inconsistências que, se adequadas, reduziriam esse custo para a ordem de R$250.425.932,00 gerando uma economia de quase R$ 250 milhões aos cofres públicos.

A investigação reuniu informações de três frentes diversas de apuração: relatórios de auditoria elaborados pela Controladoria Geral do Estado (CGE), relatórios de fiscalização realizados pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) e diligências realizadas pela Deccor e Delegacia Regional de Barra do Garças.

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