Gilmar Mendes diz que Lava Jato apoiou eleição de Bolsonaro e serviu para perturbar o país

Compartilhe Nossas Notícias

DA REDAÇÃO

Em nova entrevista à BBC News Brasil, nessa segunda-feira (15), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a falar da interferência do ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça Sergio Moro na Operação Lava Jato.

O ministro disse que a Lava Jato “apoiou a eleição de Jair Bolsonaro”, “tentou interferir” no resultado eleitoral e “agiu para perturbar o país” durante o governo de Michel Temer.

Essas declarações de Mendes vão ao encontro à alegação da defesa do ex-presidente Lula (PT) que questiona a imparcialidade de Moro e cita como uma das provas disso o fato de o juiz ter aceitado ser ministro da Justiça do governo Bolsonaro.

Isso, porque o ministro do STF também falou que o ex-juiz “fez tudo o que não condiz” com o que se espera da relação entre juiz e Ministério Público numa investigação criminal.

“Primeiro a Lava Jato atua na prisão do Lula. Prestes à eleição, a Lava Jato divulga o chamado depoimento ou delação do Palocci, tentando influenciar o processo eleitoral. Depois, o Moro vai para o governo Bolsonaro, portanto eles não só apoiaram como depois passam a integrar o governo Bolsonaro”, exemplificou à BBC.

Ele mencionou que as colaborações dos procuradores da Lava Jato e autoridades estrangeiras que contribuíram com a condenação do líder petista podem ser reavaliadas, por haver “indicações de que houve vícios nos acordos de delação premiada e induções de declarações”. 

Pedido de vista de Mendes adiou o julgamento do recurso de Lula que teve início em dezembro de 2018 e deve ser liberado para votação neste semestre. 

Na época, os ministros Luiz Edson Fachin (relator) e Cármen Lúcia chegaram a votar contra o pedido do ex-presidente. 

 

Repórter MT


Compartilhe Nossas Notícias