Juiz arquiva acusações contra advogado por violência

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DA REDAÇÃO

O juiz Jamilson Haddad da Vara Especializada em Violência Doméstica da Capital arquivou o processo contra o advogado Cleverson Campos Contó, com as queixas feitas pela blogueira Mariana Vidotto.

Conforme nota da o advogado de defesa de Contó, o juiz decidiu pelo arquivamento no dia 26 de março, porque o Ministério Público não ofereceu denúncia contra o advogado porque a blogueira não apresentou provas suficientes para sustentar a acusação. 

O parecer da promotora de Justiça Lindinalva Correia Rodrigues aponta que o inquérito policial que narra 7 supostos crimes cometidos pelo advogado não possui materialidade dos fatos e, com isso, impossibilidade de oferecimento da denúncia.

Dentre as denúncias narradas por Vidotto estão suposta prática de estupro, lesão corporal, divulgação de cena contendo sexo e nudez sem o consentimento, injúria e difamação, denunciação caluniosa e ameaça.

O MP analisou cada uma das acusações que consta no inquérito policial e constatou que na queixa crime de lesão corporal e estupro, não houve prova que sustentasse a acusação. Áudios gravados entre a blogueira e o advogado demonstram que Mariana Vidotto reconheceu que “nunca sofreu agressão” por parte de Contó.

“De fato, depreende-se do caderno investigativo que o relacionamento do denunciado e da vítima era marcado por episódios de brigas e discussões. Entretanto, não há materialidade da ocorrência dos referidos delitos, isto porque não há juntada de laudo pericial, consistente em exame de corpo de delito, nos autos, ou qualquer elemento comprobatório que enseje o oferecimento da denúncia em relação aos fatos”, afirma a promotora.

Em relação à queixa sobre suposta divulgação de cena contendo sexo e nudez sem o consentimento de Vidotto, a promotora de Justiça afirmou que a blogueira não apresentou nenhum print, documento, foto ou qualquer outro meio que ateste a divulgação de vídeo com conteúdo íntimo. “[…] se constata a ausência de elemento probatório que enseje, até o momento, o oferecimento responsável de denúncia quanto aos fatos pertinentes”, pondera o MP.

Repórter MT


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