Juiz condena médicos a devolverem R$ 2,3 milhões aos cofres públicos

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FELIPE LEONEL

O juiz da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Popular, Bruno D’Oliveira Marques, condenou a médica Hilvanete Monteiro Fortes, ex-presidente do Instituto de Previdência de Mato Grosso (Ipemat), já extinto, a devolver R$ 2,3 milhões aos cofres públicos. Além dela, outras seis pessoas também foram condenadas por improbidade administrativa.

A devolução é feita de forma solidária.

Além dela, os condenados são: Thiers Ferreira, médico e ex-presidente do Ipemat; Jorge de Figueiredo, servidor do Instituto à época; Hildevaldo Monteiro Fortes, irmão de Hilvanete; Adélia Neta da Silva, funcionária particular de Hilvanete; Solange Roberto Neve; servidora do Instituto, além do empresário Gersin Fernandes da Silva.

Em setembro de 2018, os réus conseguiram se livrar de serem condenados no âmbito criminal. Na ocasião, o juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Marcos Faleiros, argumentou que seria pouco provável que a pena fosse acima de 8 anos e, portanto, haveria evidente prescrição.

As fraudes ocorreram em 2001 e 2002, por meio de falsificação de documentos apontando que 159 pessoas teriam feito exames em laboratórios particulares. As 159 pessoas ouvidas pela Justiça afirmaram desconhecer os exames. O prejuízo causado, segundo o Ministério Público, foi de R$ 2,3 milhões.

Repórter MT


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