Júlio Campos diz que escolha de Mauro por BRT não foi democrática e falta ‘sensibilidade política’ ao governador

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Rogério Florentino

O ex-governador de Mato Grosso, Democrata Júlio Campos, não se mostrou muito satisfeito com a postura do correligionário Mauro Mendes, tanto em relação à escolha pelo BRT quanto pela falta de movimentação para as eleições de 2022. Para Campos, falta a Mauro “sensibilidade política”, e a nota dada a sua gestão, até agora, é 7,5.

Júlio afirmou que a escolha do governador pela mudança do modal não foi “muito democrática” e, com isso, fez com que aumentasse as divergências com o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). “A desavença pessoal, política, do governador Mauro com o prefeito Emanuel Pinheiro é ruim para todo mundo. É ruim para a população cuiabana, para a população mato-grossense e é ruim também para as nossas bases aliadas, porque a nível estadual o MDB, partido de Emanuel Pinheiro e do Carlos Bezerra apoiam o governo Mauro Mendes aqui na Assembleia e também faz parte do governo. Ocupa cargos, ocupa direção de secretarias. Então a gente gostaria que chegasse a um entendimento, mas também a maneira como foi decidido a mudança do modal de VLT para BRT ou BVP, não foi muito democrática, né? Poderia ter havido um diálogo maior, uma consulta, né, realmente está faltando maior sensibilidade política entre o governador e o prefeito da capital”, disparou o ex-governador.

Para além desta escolha, outro problema, segundo Júlio, está na inércia do governador em relação às próximas eleições. Na opinião de Campos, é necessário começar as discussões para fortalecer o Democratas. Júlio, inclusive, disse que não teve relações políticas com Mauro desde a convenção do Dem, em 2020. Na ocasião, Mauro optou por apoiar Carlos Fávaro (PSD) na eleição suplementar ao Senado, e não Nilson Leitão (PSDB), que tinha Julio como primeiro suplente.

“Ainda não está havendo um amplo diálogo porque por enquanto o governador, ele mesmo já disse que está focado na Administração Pública, que não é o momento de conversar política, de traçar estratégias para 2022. E eu discordo um pouco, porque eu acho que está na hora do partido se preparar para as eleições de 2022, se é que vai querer disputar, porque as regras mudaram. Ano que vem nós vamos ter uma eleição para deputado estadual, deputado federal, senado, governo e presidência e que não vai ter coligação partidária”, explicou.

Neste novo cenário, na opinião do ex-governador, o esforço do partido deverá ser ainda maior. “Cada partido vai ter que ter 36 candidatos à Assembleia Estadual, dos quais dez mulheres, e para conseguir duas ou três cadeiras na próxima legislatura (…) E para federal, mais difícil ainda. Hoje não temos ninguém, poderemos ter uma ou duas cadeiras, mas para isso precisa ter doze candidatos a deputados federais, dos quais quatro mulheres, e se a gente não filiar agora, não começar a atrair novas lideranças… e nesse quadro da eleição municipal surgiu muitos fatos novos, muitas lideranças novas surgiram, candidatos que ganharam, candidatos que perderam, e muitas vezes o que perdeu pode ser um bom aliado para daqui a dois anos estar na chapa nossa para deputado estadual, deputado federal, então a gente tem que movimentar o partido”, completou.

Ao avaliar a gestão de Mauro, Júlio deu a nota 7,5. “Eu acho que o governador, se fosse fazer uma pesquisa hoje, teria apoio da maioria da população de Mato Grosso em termos de gestão administrativa. Sem dúvida alguma, se você pesquisar o governo dele está presente em todos os cantos do estado com obras, com realização, faltando apenas um pouco mais de participação política. [Então a nota é de] 7,5 a 8. Está aprovado, a gestão dele hoje, se você fizer uma pesquisa, no mínimo 60%, 65% da população reconhece o bom trabalho da gestão Mauro Mendes, com certeza”, finalizou.

NMT


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