Justiça mantém prisão de 4 do CV por decapitarem carpinteiro

Crime foi motivado por dívida de droga e suposto estupro
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CRIME BRUTAL

O juiz da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, Flávio Miraglia Fernandes, manteve a prisão preventiva de quatro homens acusados de participação no assassinato do carpinteiro Nelson Wolfred Shug Neto no bairro Santa Terezinha em Cuiabá. O crime ocorreu no dia 15 de fevereiro de 2019.

A decisão do magistrado foi publicada nesta segunda-feira (16) no Diário da Justiça. 

Seguirão detidos até o julgamento em júri popular os acusados Eluizio de Souza Delgado, Rodivan Oliveira Nazare dos Santos e Claudemir Alves Martins. 

De acordo com o magistrado, os réus integram a organização criminosa Comando Vermelho e oferecem riscos à instrução processual e a garantia da ordem pública. Por isso, considera que as medidas cautelares são insuficientes para contê-los.

De acordo com as provas contidas nos autos, no dia do homicídio, aproximadamente às 11h, a vítima recebeu ameaças de morte do Comando Vermelho. A investigação revelou que os motivos da intimidação referiam-se as circunstâncias da vítima dever a quantia de R$ 1 mil em drogas e além de ter forçado uma mulher a manter relações sexuais.

Por isso, os quatro homens decidiram assassiná-lo. No dia crime, todos convidaram a vítima para consumir drogas para que o ofendido não desconfiasse da verdadeira intenção, incluiram uma mulher que era amiga da vítima para buscá-lo no hotel. 

Na sequência, deixaram a mulher em um bar e levaram a vítima a um terreno matando-a com tiros na cabeça. Ao final, o corpo ainda foi esquartejado e, por último, enterrado.

A vítima Nelson Wolfred Shug Neto morava em São Paulo e estava em Cuiabá a trabalho para instalar placas de sinalização da BR-364, pois havia sido contratado por uma concessionária para prestar o serviço.

A confirmação de que o corpo, localizado no Bairro Santa Terezinha, era de Nelson Wolfred Shug Neto foi feita pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

A vítima chegou em Cuiabá para trabalhar no dia 29 de dezembro de 2018 e estava desaparecida desde o dia 15 de fevereiro.

O corpo foi localizado em uma cova rasa, com a cabeça decapitada, posicionada ao lado do corpo, e com uma corda amarrada no pulso de um dos braços.

FOLHA MAX – RAFAEL COSTA

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