Laboratórios de pesquisa animal querem produzir vacina contra a covid-19

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Comissão temporária do Senado iniciou debate há mais de uma semana e o assunto já tem chancela do relator Wellington Fagundes

(Foto: Ednilson Aguiar)

A comissão temporária do Senado de acompanhamento à pandemia do novo coronavírus no Brasil debate a autorização de produção de vacina por laboratórios voltados para pesquisas animais. A demanda pela ampliação de produção seria para acelerar o Plano Nacional de Imunização (PNI). 

Os defensores afirmam que os laboratórios poderiam produzir 400 milhões de doses em apenas 90 dias.  

O senador por Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) diz que “o momento é crítico” e “é necessário buscar alternativas” para acelerar a vacinação dos brasileiros. 

“As reuniões [de avaliação da autorização] já vêm acontecendo. Estamos tratando de uma alternativa extremamente importante para o Brasil. Temos condições de fabricar essas vacinas aqui, em 90 dias, prazo a ser contado a partir da transferência de tecnologia”, disse.

O parlamentar é relator da comissão temporária da pandemia no Senado e a votação da proposta no Senado passará pela avaliação dele sobre o assunto. A expansão da produção foi proposta pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) e um relatório foi entregue ao senador há mais de uma semana. 

Conforme o sindicato, o setor animal possui três indústrias com nível de biossegurança classificado com NB3+, um código que classifica as condições de manipulação dos laboratórios. 

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) diz que o laboratório com classificação NB3 destina-se ao trabalho com agentes de risco biológico com microrganismos que acarretam elevado risco individual e baixo risco para a comunidade.  

Ela é aplicável para laboratórios clínicos, de diagnóstico, ensino e pesquisa ou de produção, onde o trabalho com agentes exóticos possa causar doenças sérias ou potencialmente fatais como resultado de exposição por inalação.  

“Esse nível de contenção exige a intensificação dos programas de boas práticas laboratoriais e de segurança, além da existência obrigatória de dispositivos de segurança e do uso, igualmente obrigatório, de cabine de segurança biológica”. 

Sindan diz que as três plantas da indústria animal necessitariam passar por “pequenos ajustes, para poder operar em categoria máxima, a NB4, própria para fabricação de vacinas humanas”.

O Livre


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