Mais de 100 idosos de outras cidades tentaram se vacinar contra covid em VG

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MARIO ANDREAZZA

REDAÇÃO

Mais de 100 pessoas de outros municípios tentaram se vacinar contra a covid-19 em Várzea Grande, segundo o secretário municipal de Saúde, Gonçalo de Barros. A campanha de imunização começou no dia 20 de janeiro deste ano.

Para impedir que os imunizantes sejam usados em cidadãos de outras cidades, a Secretaria de Saúde Municipal passou a exigir a apresentação do comprovante de endereço, o cartão do SUS emitido pelo município e um documento com foto.

No caso de profissionais da Saúde, é preciso apresentar um documento que comprove o vínculo com a unidade de saúde, sendo cópia e original.

A Cidade Industrial conta com duas áreas de vacinação, uma no Centro Universitário Várzea Grande (UNIVAG) e outro no Complexo Esportivo Júlio Domingos de Campos (Fiotão).

Em caso de o comprovante de residência não estiver em nome da pessoa a ser vacinada, ela deverá, obrigatoriamente, apresentar cartão SUS emitido na cidade. 

Nós criamos um protocolo para proteger o direito de cada cidadão de Várzea Grande de ter seu direito à vacina. Fizemos isso por meio do cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), que a gente determina que seja em nome do paciente, o que não podemos fazer em relação ao comprovante de residência. Um idoso, por exemplo, mora com o filho e não tem um comprovante em seu nome, mas o cadastro na rede de saúde é individual”.

Segundo Gonçalo, para o cidadão ter direito à vacina, primeiro é preciso fazer parte do público alvo, depois se cadastrar no site da prefeitura, onde será feito um filtro para constatar as informações. Em seguida, a prefeitura retorna a ligação agendando a aplicação.

No dia da vacina, o cidadão tem que apresentar um documento pessoal com foto.

A vacina hoje é a única arma que temos contra esse inimigo fatal [coronavírus] que estamos enfrentando. Nós, gestores, temos que tomar todos os cuidados e não podemos errar. Várzea Grande já aplicou 77% de toda vacina que recebeu de primeira dose e 50% da segunda dose”, contou Gonçalo.

O secretário disse que entende o desespero das pessoas em querer salvas suas vidas, mas que pode liberar a vacina para o público-alvo de outras cidades.

As doses chegam contadas, de acordo com a população de cada município e, principalmente, a faixa-etária que está vacinando”, afirmou. Gonçalo ainda acrescenta que o município deve ir atrás das pessoas que não se vacinaram até o momento, mesmo sendo do grupo prioritário. “Não podemos passar para outro. Vamos buscar e vacinar os acamados na casa deles”, explicou.

Dói o coração um idoso aparecer para ser vacinado e a aplicação ser negada pelo motivo de a pessoa não ser da cidade. O coração machuca, mas machucaria muito mais tirar do nosso, pois, o imunizante dele está garantido no município dele”, completou. 

Repórter MT


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