Mendes diz que gostaria de continuar e que doeu recuar em 2016

Governador diz que terá conversa com família, grupo político e população antes de tomar a decisão
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Mayke Toscano/Secom-MT

REELEIÇÃO POSSÍVEL

O governador Mauro Mendes (União Brasil) revelou que “gostaria, sim”, de continuar ocupando a chefia do Palácio Paiaguás, mas ponderou que precisa “construir condições pessoais e familiares” para isso.

Oficialmente, Mendes não se decidiu se irá disputar a reeleição ao cargo de governador no Estado. Segundo ele, a data limite será no início de abril deste ano.

Em entrevista o governador relembrou a pré-eleição de 2016, quando desistiu de buscar a reeleição para prefeito de Cuiabá em cima da hora. Segundo ele, a decisão “doeu”.

“Eu gostaria, sim, de continuar. Como lá em 2016 eu também gostaria, por isso fui levando. Só que eu não consegui construir as condições pessoais e familiares. Eu tive que fazer uma opção naquele momento e não me arrependo”, afirmou. 

“Eu gostaria, sim, de continuar. Como lá em 2016 eu também gostaria, por isso fui levando. Só que eu não consegui construir as condições pessoais e familiares

“Doeu muito no meu coração, porque eu queria continuar ajudando a minha cidade. A gente tinha organizado a Prefeitura, colocado as contas em dia. Estávamos com bons momentos de investimento e coisas boas que poderiam continuar acontecendo em Cuiabá”, emendou.

Mendes explicou que a situação deverá passar pela aprovação de três atores: família, grupo político e população.

“Terei que conversar com a minha esposa e com meus filhos, porque a minha família paga um preço caro. Eu tenho uma filha sete anos e ontem não a vi. Hoje, provavelmente não ver. Eu saio cedo, quando chego para almoçar em casa, ela já foi para escola. Eu chego 22h e ela já foi dormir. É o preço que você paga”, disse. 

“Outra parte importante é conversar com a sociedade, prefeitos, cidadãos para entender se as pessoas estão gostando e se querem que eu continue. Eu não vou para eleição se eu perceber que não me querem”, completou. 

Diálogo com grupo político

Mendes tem evitado, desde o início de seu mandato, falar de cenário eleitoral. Ocorre nos últimos meses a articulação começou a ganhar força em seu gabinete. Ele admite que, até no ano passado, tratava pouco sobre política partidária, mas que hoje tem intensificado o diálogo.

“Eu era 90% gestão e 10% política. Agora, eu tenho que mudar um pouquinho as coisas e hoje sou 60% gestão e 40% política”, disse.

“Eu tenho que dedicar mais esse tempo para conversar, dialogar, e para tentar construir as condições para que possa permitir que eu vá novamente para um processo eleitoral, e aí se for da vontade de Deus e do povo continuar administrando o Estado de MT por mais quatro anos…”, disse.

CÍNTIA BORGES
MIDIA NEWS

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