Militares foram presos em Operação contra esquema em terra indígena

Jussielson Gonçalves Silva, Enoque Bento De Souza e Gerard Maxmiliano Rodrigues De Souza foram os alvos da Operação Res Capta.
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Polícia Federal também cumpriu mandados de busca e apreensão nos endereços dos presos
Reprodução – Polícia Federal também cumpriu mandados de busca e apreensão nos endereços dos presos

O militar da reserva Jussielson Gonçalves Silva, o ex-policial militar do estado do Amazonas, Enoque Bento De Souza, e o policial militar do Amazonas Gerard Maxmiliano Rodrigues De Souza, são os três homens foram presos na Operação Res Capta, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (17).

Conforme a Polícia Federal, os três faziam parte da quadrilha envolvida no esquema de corrupção para arrendamentos ilegais na Terra Indígena Xavante Marãiwatsédé para desenvolvimento de atividade pecuária.

Jussielson é militar da reserva e ocupava o cargo de coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Ribeirão Cascalheira (900 km de Cuiabá), desde o ano de 2020.

Já Enoque é ex-policial militar do Amazonas. Ele atuou no Estado entre 1989 e 2009. Gerard Maxmiliano Rodrigues De Souza é policial militar ativo do Amazonas, onde atua como 2º sargento.

A justiça também deferiu mandados de busca e apreensão nos endereços de Jussielson, Enoque e Gerard Maxmiliano, todos em Ribeirão Cascalheira. A sede da Funai na cidade também foi alvo de mandados de busca.

Durante a investigação, os agentes constataram que servidores da Funai estariam cobrando valores de grandes fazendeiros da região para direcionar e intermediar arrendamentos no interior da Terra Indígena Xavante Marãiwatsédé.

Além da propina aos servidores, os quinze arrendamentos estariam gerando repasses de aproximadamente R$ 900 mil por mês à liderança indígena Xavante.

Exames periciais apontaram extenso dano ambiental provocado por queimadas para formação de pastagem, desmatamento e implantação de estruturas voltadas à atividade agropecuária.

Apenas em quatro dos quinze arrendamentos ilícitos, os Peritos Criminais Federais estimaram o valor para reparação do dano ambiental em R$ 58.121.705,87 (cinquenta e oito milhões cento e vinte e um mil setecentos e cinco reais e oitenta e sete centavos).

JOÃO AGUIAR
REPORTERMT

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