MP entra na Justiça e quer obrigar delegada a compartilhar inquéritos

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FELIPE LEONEL

DA REDAÇÃO

O promotor de Justiça, Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho, pediu que a Justiça obrigue a delegada Ana Cristina Feldner encaminhar 8 inquéritos sobre a grampolândia pantaneira ao Ministério Público. O pedido é do dia 4 de fevereiro e estabelece 10 dias para que a delegada entregue os autos após ser notificada. O pedido será julgado pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

No documento, o promotor lembra que é atribuição do Ministério Público zelar do controle externo da atividade policial e que em 2 anos o Ministério Público não recebeu nenhum documento da polícia sobre as investigações.

Em caso de descumprimento, o promotor pede também busca e apreensão contra a delegada.

“Aliás, a descabida tentativa de restringir a atuação ministerial na presente persecução penal (exercendo apenas a função de custus legis), acrescida de atos investigativos praticados pelo juízo de primeiro piso no curso de inquérito policial, pode resultar em prejuízos consideráveis a todos os procedimentos relacionados aos fatos em apuração”, diz trecho do documento.

Dentre os inquéritos solicitados pelo promotor, dois dizem respeito à Operação Esdras e apuram a usurpação da função pública praticada por Rogers Jarbas, então secretário de Segurança Pública e outro apura a tentativa de embaraçar as investigações praticadas por Helen Christi Carvalho Dias Lesco, Paulo Taques, José Marilson, Jarbas, dentre outros investigados.

Escutas ilegais

Conforme denúncia e confissão de militares, um escritório de escutas clandestinas foi montado em Cuiabá, inicialmente, a mando do ex-governador Pedro Taques. O objetivo inicial seria obter vantagem nas eleições para o Governo do Estado no ano de 2014.

Taques venceu o pleito e, coincidentemente, nomeou o coronel Zaqueu Barbosa para o comando geral da PM. Zaqueu seria o ‘testa de ferro’ do escritório e teria colocado policiais militares para operar o esquema.

O problema aumentou quando o escritório passou a fazer interceptações com outras intenções. Centenas de pessoas tiveram a intimidade violada, como advogados, políticos, jornalistas e até a amante do então chefe da Casa Civil, Paulo Taques.

As investigações também levaram à prisão de oficiais de alta patente da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso e apontaram um grandioso esquema de escutas ilegais, que teria interceptado mais de 800 conversas.

Conforme apurado, os telefones foram grampeados com autorização da Justiça por meio de uma técnica denominada “barriga de aluguel”, que é quando não investigados são inclusos em uma lista de pedidos de interceptação autorizada por magistrados.

Repórter MT


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