O Tribunal do Júri dos acusados pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em dezembro de 2023, em Cuiabá, foi dissolvido nesta quarta-feira (29) após um dos jurados apresentar problemas de saúde. De acordo com o Tribunal de Justiça, uma nova data para o julgamento será definida pelo juiz do caso, José Mauro Nagib Jorge.
A dissolução foi informada logo após o anúncio da oitiva da testemunha Hedilerson Fialho Martins Barbosa, apontado como coautor do crime. Além dele, estão no banco dos réus Antônio Gomes da Silva, assassino confesso que executou o advogado com dez tiros logo após ele deixar o escritório, e o coronel aposentado do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.
De acordo com as investigações, a motivação do crime está relacionada a uma disputa por terras avaliadas em R$ 10 milhões. O suposto mandante é o produtor rural Aníbal Manoel Laurindo.
O julgamento teve início na terça-feira (28). As duas principais testemunhas ouvidas foram o delegado Nilson Farias, da Polícia Judiciária Civil, e o delegado da Polícia Federal Marco Bontempo, responsável, até o ano passado, pela Operação Sisamnes.
A operação, que investiga um suposto esquema de venda de sentenças em tribunais estaduais e até no Superior Tribunal de Justiça (STJ), teve início após a extração de mensagens e de outros conteúdos armazenados no celular de Zampieri.
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