A fibra de bananeira ganha novas formas pelas mãos dos estudantes da Escola Municipal Cecília Meireles. No contraturno escolar, os estudantes transformam a fibra em papel e, a partir dele, em novas possibilidades de criação na oficina de artesanato. Com o apoio da Secretaria de Educação, a atividade é conduzida pela professora de Arte, Priscila Medeiros, em parceria com o laboratório criativo Papel LAB e com o curso de Licenciatura de Artes Visuais da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).
“Foi uma experiência única. A gente aprendeu a fazer papel de fibra de bananeira e criamos várias artes legais com ele. Eu mesmo fiz uma flor. Também fizemos cadernos, desenhos, envelopes e muitas outras coisas”, contou o aluno William Monteiro.
Nesta terça-feira (18), o resultado de meses de aprendizado foi apresentado em uma exposição aberta para a comunidade escolar. Entre as peças confeccionadas ao longo do primeiro semestre estavam sacolas de papel, esculturas, quadros decorativos em alto-relevo, cadernos e ilustrações.

(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)
De acordo com a oficineira Brine de Matos, a atividade vai além do desenvolvimento da coordenação motora fina e também contribui para o fortalecimento dos vínculos sociais entre os estudantes. “Eu vejo que o projeto é mais amplo em relação à criação de vínculos. É um espaço onde eu deixo eles conversarem, trazendo temas importantes de forma lúdica enquanto estão criando os artesanatos. Também é um espaço para a livre expressão, onde exploramos a criatividade e as ideias que eles trazem.”
“As crianças amaram participar dessa oficina. Elas aprenderam a pintar nesse tipo de papel, que é um material delicado, utilizando guache e aquarela, além de expressar suas emoções por meio da Teoria das Cores, utilizando cores quentes e frias”, complementou a professora de Arte, Priscila Medeiros.

(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)
A aluna Giovanna Sofia conta que nunca havia ouvido falar em folha de fibra de bananeira antes de participar da oficina. “Normalmente, a gente faz desenhos em folha sulfite. Participar dessa atividade, desde conhecer a textura desse tipo de papel até fazer pinturas e dobraduras, foi uma experiência inesquecível.”
Por meio de iniciativas como essa, realizada pela Escola Cecília Meireles, o contraturno escolar é transformado em um espaço de criação, expressão e aprendizado, contribuindo para formar cidadãos mais criativos, conscientes e comprometidos com o meio ambiente.

(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)
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