O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou R$ 226,51 milhões em dotações orçamentárias do Ministério da Defesa e das Forças Armadas. A medida foi publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira (28), dois dias após o segundo turno das eleições.
O maior corte atingiu a reserva de contingência da Defesa, com redução de R$ 112,72 milhões. O Exército perdeu R$ 51,42 milhões; a Força Aérea Brasileira (FAB), R$ 32,56 milhões; e a Marinha, R$ 29,82 milhões.
Segundo o documento oficial, cerca de R$ 107,75 milhões do montante cancelado seriam destinados ao pagamento de militares da ativa. O restante cobriria despesas com servidores civis, aposentadorias e pensões.
O cancelamento das dotações não representa, por si só, redução salarial ou suspensão de benefícios dos militares. De acordo com o governo, a medida retirou autorizações para gastos, sem determinar a interrupção de pagamentos já previstos.
A norma também bloqueou R$ 119,26 milhões destinados a despesas com pessoal da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Além disso, retirou R$ 621,1 milhões da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), utilizada para financiar subsídios do setor elétrico.
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