Justiça CASO ZAMPIERI
Acusados de matar advogado vão a júri popular na próxima terça em Cuiabá
Trio é acusado de homicídio triplamente qualificado, cometido contra o advogado em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.
22/07/2026 18h18
Por: Redação Fonte: EDUARDA FERNANDES DO REPÓRTERMT
ReporterMT - Os três réus permanecem presos preventivamente.

Os três acusados de envolvimento no assassinato do advogado Roberto Zampieri serão julgados pelo Tribunal do Júri de Cuiabá na próxima terça-feira (28), às 9h. A sessão foi marcada pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, presidente do Tribunal do Júri da Capital, em decisão proferida em maio, que se tornou pública após a retirada do sigilo do processo nessa terça-feira (21).

Respondem pelo crime Antônio Gomes da SilvaHedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Eles são acusados pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) de homicídio triplamente qualificado, cometido contra o advogado em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.

A denúncia aponta que Antônio Gomes teria efetuado os disparos contra Zampieri. Etevaldo Caçadini teria sido o responsável pela suposta promessa de recompensa para a execução do crime. Conforme os autos, a denúncia narra que o pagamento teria sido de R$ 40 mil. E Hedilerson é acusado de intermediar a ação entre Caçadini e o executor. 

A decisão que marcou o julgamento destaca que o processo passou pela fase de instrução, com depoimentos de testemunhas de acusação e defesa, além dos interrogatórios dos réus. Após a pronúncia dos acusados ao Tribunal do Júri, as defesas chegaram a recorrer, mas desistiram dos recursos, permitindo o prosseguimento para o julgamento popular.

Os três réus permanecem presos preventivamente.

O crime

Roberto Zampieri foi morto a tiros no dia 5 de dezembro de 2023, quando estava próximo ao escritório onde trabalhava, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.

Segundo a denúncia apresentada pelo MPMT e aceita pela Justiça, o assassinato teria sido cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito.

O processo também envolve uma investigação complementar sobre possíveis mandantes do crime, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Cristiano Zanin.