Pai é detido após mãe tirar filho prematuro de hospital em Cuiabá

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Os dois estavam resistindo à internação do bebê, que nasceu prematuro e ainda não havia recebido alta médica

Imagem ilustrativa (Foto: Divulgação)

O pai de um bebê de apenas quatro dias acabou detido nessa quarta-feira (17). Ele e a mãe do menino tirarem o filho da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá antes da alta médica.

A Polícia Militar foi acionada para atender a situação, que foi informada como um sequestro de criança no Hospital Geral. Ao chegar no local, tomou conhecimento da situação.

O bebê nasceu prematuro, com 35 semanas e 2,9 kg. Devido a seu estado de saúde,  segundo o relatório médico, ele precisou ficar internada na UTI Neoatal. A criança  apresentava problemas respiratórios e precisava fazer uso de cateter.

Porém, desde que o recém-nascido havia sido transferido para a UTI, os pais resistiram à internação, demonstrando interesse em tirar o bebê da unidade de saúde.

Já nessa quarta-feira (17), por volta das 19h12, a mãe, de 25 anos, aproveitando que tem livre acesso à UTI Neonatal, pegou o bebê, que estava em um berço, e saiu com ele.

O pai, de 34 anos, por sua vez, já estava aguardando do lado de fora.

A equipe de plantão percebeu o ocorrido e tentou impedir que os pais saíssem do hospital, mas eles se mostraram exaltados e começaram a agredir os profissionais verbalmente.

Em meio à confusão, a mãe conseguiu sair com o bebê do hospital e somente o pai foi impedido. Câmeras de segurança flagraram toda ação.

(Foto: Fé Ngô/Unsplash)

Como os pais vinham resistindo à internação, equipes da Psicologia e do Conselho Tutelar já haviam sido acionadas e orientaram a mãe do recém-nascido quanto a necessidade de ele receber o tratamento adequado.

Ainda assim, em conversa com os policiais, o pai confirmou que havia ido com a esposa para buscar o filho e se recusou a dizer para onde ela – que conseguiu fugir – levou o bebê. Ele afirmou que o filho já estava bem de saúde e não precisava mais de cuidados médicos.

Diante disso, o pai precisou ser encaminhado para a Central de Flagrantes de Cuiabá, onde o caso foi registrado – sob orientação do delegado plantonista – como perigo para a vida ou saúde de outrem.

Durante o registro, um advogado chegou ao local dizendo ser representante do pai do bebê e acusando os policiais de abuso se autoridade.

O Livre


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