Perícia confirma que ossada enterrada à beira de estrada é da travesti Mary

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MARIO ANDREAZZA

REDAÇÃO

A Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) confirmou nesta quinta-feira (1º) que a ossada encontrada às margens da Estrada do Engenho Velho, no dia 9 de julho de 2020, em Santo Antônio do Leverger, é de José Mário Barros Lima, conhecido como a “Travesti Mary”.

A vítima era dada como desaparecida há um ano e três meses e a busca termina com o encontro dos restos mortais e a confirmação pela Coordenadoria de Perícias em Biologia Molecular, responsável pelo exame de DNA que constatou a identidade.

A Perícia chegou ao resultado após confrontar o material genético retirado do esqueleto com o DNA da mãe e duas irmãs de Mary, que vivem no maranhão.

O laudo ainda não foi entregue à Delegacia de Polícia Civil, responsável por investigar o crime, o que deverá ser feito no início da próxima semana.

Até o resultado da identificação técnica os restos mortais de Mary permanecem na Gerência de Antropologia Forense, da Diretoria Metropolitana de Medicina Legal, na qual foi realizada a necropsia, onde constatou-se que a causa da morte foi indeterminada.

Entenda o caso

Mary estava desaparecida desde o dia 8 de janeiro de 2020, quando saiu do seu trabalho, em uma pizzaria da cidade.

O desaparecimento é investigado em inquérito policial instaurado na Delegacia de Santo Antônio de Leverger e os trabalhos contam com o apoio do Núcleo de Pessoas Desaparecidas da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

No dia 9 de julho de 2020, uma quinta-feira, a delegacia recebeu denúncia anônima apontando o local onde estaria enterrado o corpo da vítima.

No local, a ossada foi encontrada às margens da estrada, exatamente como relatado pela testemunha que não quis se identificar.

O esqueleto apresentava uma fratura na região do maxilar, supostamente causada por um objeto cortante. Os peritos fizeram a remoção dos ossos e coletaram restos de roupas, cabelos, entre outros objetos enterrados com a vítima.

À época foram encontrados fios de cabelos compridos e escuros, uma presilha, tipo ‘piranha’, de cor rosa, além de uma bermuda jeans feminina, uma cueca, um top e uma camiseta.

No bolso da bermuda havia ainda a quantia de R$ 30, sendo uma cédula de R$ 20 e outra de R$ 10, danificadas pelo tempo e pela ação da putrefação do cadáver.

Outro indício que apontava que os restos mortais seriam de Mary foi a identificação de uma fratura ‘antiga’ em um dos braços, onde foi colocado placa de metal fixada entre ossos.

Investigação

No dia 24 de janeiro de 2020, 16 dias após o desaparecimento de Mary, três homens foram presos pela Polícia Militar pelo suposto envolvimento no crime.

A polícia trabalha com as hipóteses de homicídio ou latrocínio.

Os acusados foram liberados diante da falta de materialidade do fato. Eles voltaram a ser ouvidos no dia 28 pelo delegado Cláudio Victor Freesz. Entretanto, devido à comoção social no município, os depoimentos não foram colhidos na delegacia municipal e o local não foi revelado.

Repórter MT


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