Polícia indicia ex-procurador que recebeu R$ 1 milhão para fraudar parecer

Propina foi para auxiliar acordo de emissão de cartas de crédito em favor de um grupo de policiais, cuja defesa era patrocinada pela escritório de advocacia do ex-secretário de Administração, César Roberto Zílio
Compartilhe informação
Reprodução – Ex-procurador do Estado é acusado de tráfico de influência.

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários, concluiu o inquérito que apurava suposto crime de tráfico de influência praticado pelo ex-procurador do Estado, Francisco Gomes de Andrade Lima Filho. O fato foi investigado, inicialmente, como desdobramento da Operação Sodoma realizada pela força-tarefa que compunha o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA).

Na ocasião, o ex-procurador solicitou e recebeu no ano de 2012 um cheque no valor de R$ 1 milhão por ter auxiliado no acordo de emissão de cartas de crédito em favor de um grupo de policiais, cuja defesa era patrocinada pela escritório de advocacia do ex-secretário de Administração, César Roberto Zílio, em troca da renúncia/desistência das ações movidas contra o Estado de Mato Grosso.

Na época dos fatos, o ex-procurador atuava na elaboração de parecer do interesse do Governo do Estado, cuja tratativa foi finalizada em seu gabinete, na Casa Civil. Finalizado o “acordo”, o procurador da defesa das ações individuais e coletivas do policiais realizou a venda das cartas de crédito a outro escritório de advocacia, que fez o pagamento em 2 cheques, um deles no valor de R$ 1 milhão de reais, posteriormente destinado ao ex-procurador a título de comissão pela realização do negócio.

Depois disso, o cheque foi “trocado” em uma empresa, cujo dono também era sócio-proprietário de uma factoring, para o ex-procurador do Estado que, em contrapartida recebeu diversos cheques nominais de outras pessoas físicas como forma de dissimular a fraude perpetrada pelo investigado.

Após a conclusão das investigações, ex-procurador foi indiciado pela prática do crime de corrupção passiva, cuja denúncia foi oferecida ao Ministério Público e recebida pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

DO REPÓRTER MT

Participe de nosso grupo no WhatsApp
Entre Clicando no botão
 

 

Parceiros

     

 

 

Compartilhe informação
Veja também