Técnica que denunciou hospital foi demitida da Santa Casa e presa por agredir professoras

Compartilhe Nossas Notícias

MAJU SOUZA

DA REDAÇÃO

A técnica de enfermagem Amanda Delmondes Benício, que denunciou à Polícia Civil o Hospital São Judas Tadeu, responde por um Processo Administrativo (PAD) no Hospital Estadual Santa Casa de Misericórdia, por ter invadido a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e causado tumulto. Além disso, ela já foi presa por agressão, em 2019.

Conforme apurou o , a técnica responde um processo ético disciplinar por várias denúncias. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado e Saúde (SES).

Amanda teria colocado em risco a vida de uma paciente idosa, ao retirá-la do leito sem autorização.  A paciente em questão estava imobilizada e usava oxigênio. 

Em dado momento, a técnica invadiu a UTI de Covid, criando pânico ao gritar pelo corredor que um paciente estava parando, sendo que o mesmo já tinha o óbito declaro pela equipe responsável.

Segundos os relatos, ela não respeitava seus colegas, os enfermeiros e tinha o hábito de passear pelas alas do hospital, sem autorização. 

Sobre a prisão, ela se deu, após a técnica agredir três professores na  escola pública Almira Amorim da Silva, da do bairro CPA 3, em Cuiabá.

Acusação 

Amanda denunciou à Polícia Civil, na manhã desta segunda-feira (05), que o Hospital São Judas Tadeu teria realizado dezenas de procedimentos médicos de forma errada que culminaram na morte de pacientes com covid, entre elas a do Major da Polícia Militar, Thiago Martins.

A profissional, que teria sido demitida da unidade, foi até 1ª Delegacia de Polícia Civil da Capital e registrou boletim de ocorrência contra a unidade. Ela acusa o hospital de desligar o oxigênio e matar doentes. Todas as denúncias foram negadas pelo São Judas Tadeu como o leitor pode conferir no final da reportagem.

“Tenho print, tenho fotos e já liguei para o Coren. São erros médicos, tenho conversas no meu celular [provas]. Eles fizeram semi UTI para segurar os pacientes”, afirmou.

Em nota, o hospital nega todas às acusações feitas pela técnica. 

“As acusações espúrias foram proferidas por uma funcionária que trabalhou 50 dias na Instituição, e foi demitida na semana passada justamente por práticas dissonantes com as exigidas pelo Hospital e, por isso, utiliza-se dessa pauta com cunho de promover retaliação e vingança. É evidente que as afirmações são desprovidas de qualquer fundamento e principalmente provas. Diante da gravidade, o Hospital está empenhado na adoação das medidas cíveis e criminais cabíveis em face da profissional e isso será a maior resposta que poderemos dar a população”, diz trecho do comunicado.

 

Repórter MT


Compartilhe Nossas Notícias