TJ manda soltar dono de academia preso por suspeita de tráfico

Luiz Fernando Kormann deverá usar tornozeleira; decisão é assinada pelo desembargador Rui Ramos
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Luiz Fernando Kormann é dono de uma academia na Capital
Reprodução – Luiz Fernando Kormann é dono de uma academia na Capital

ALVO DA “DOCE AMARGO”

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso determinou a soltura de Luiz Fernando Kormann Junior, de 32 anos, preso durante a Operação “Doce Amargo”, da Polícia Civil, sob acusação de tráfico de drogas sintéticas na região metropolitana de Cuiabá.

A decisão foi dada nesta sexta-feira (1º) pelo desembargador Rui Ramos Ribeiro. Kormann estava preso desde o dia 24 de março e agora deverá ser submetido ao monitoramento eletrônico, por meio de tornozeleira.

No pedido de habeas corpus, a defesa alegou que “a autoridade policial não apontou elementos concretos que demonstrem a imprescindibilidade da prisão para as investigações do inquérito policial”. 

Ao determinar a expedição de alvará de soltura, o desembargador determinou uma lista de medidas cautelares que deverão ser observadas pelo suspeito: comparecimento em Juízo sempre que intimado, comunicação de endereço em caso de eventual mudança, uso de tornozeleira eletrônica e proibição de se comunicar com os demais acusados por qualquer meio.

Kormann foi preso em sua residência no Bairro Coophema. Com ele foram encontrados vários comprimidos de ecstasy, quatro frascos de substâncias anabolizantes, um cigarro de maconha, um frasco de super enzymes e várias seringas.

A Operação Doce Amargo foi deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE) e resultou na prisão de outras sete pessoas, além de Kormann.

“Determino que a autoridade judiciária da 9ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá-MT expeça o alvará de soltura se por outro motivo não estiver segregado”, conclui o desembargador. 

Relembre o caso

Luiz Fernando Kormann é dono da Academia Kormann Fitness, em Cuiabá, e foi preso no dia 24 de março.

Segundo a DRE, os alvos da operação atuavam na venda de drogas como ecstasy, MDMA, LSD, conhecidos popularmente como “bala”, “roda” e “doce”, além de outras substâncias como “loló”, lança-perfume ou clorofórmio.

A Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão temporária contra ele, mas como foram encontrados comprimidos de ecstasy em sua casa, Luiz Fernando acabou sendo preso em flagrante.

O empresário é o principal alvo da operação e, de acordo com a investigação, muito do dinheiro da venda das drogas era transferido para a conta da academia.

DAVI VITTORAZZI
MIDIA NEWS

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