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Polícia Federal deflagra Operação Heritage e investiga suposto esquema de desvio de mais de R$ 308 milhões em Mato Grosso

Operação Heritage apura suposto esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e uso de informação privilegiada relacionado a acordo entre o Estado de Mato Grosso e a operadora Oi.

06/08/2026 às 09h33
Por: Redação Fonte: Redação
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PF/Divulgação
PF/Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação Heritage para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi.

Entre os principais alvos da operação está o ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), que teve sua residência alvo de mandado de busca e apreensão. Conforme informações da investigação, também são alvos um procurador do Estado, secretários estaduais e um desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Ao todo, a Polícia Federal cumpre 25 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Ceará.

Além das buscas, foram determinadas diversas medidas cautelares, entre elas o bloqueio e a indisponibilidade de bens dos investigados até o limite aproximado de R$ 316 milhões, quebra dos sigilos bancário e fiscal, recolhimento de passaportes, proibição de saída do país e restrição de contato entre os investigados.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação teve início após a análise de um acordo firmado entre o Estado de Mato Grosso e a operadora Oi, relacionado à restituição de valores decorrentes de uma disputa tributária.

As apurações apontam indícios de que a operação financeira teria sido utilizada para viabilizar o desvio de mais de R$ 308 milhões em recursos públicos. Segundo a PF, o suposto esquema envolvia uma estrutura financeira composta por fundos de investimento em cascata e empresas interpostas, utilizada para ocultar a origem, a movimentação e a destinação dos recursos.

Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada. A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que outras infrações penais poderão ser identificadas no decorrer da apuração.

Até o momento, os investigados não haviam se manifestado sobre a operação. O espaço permanece aberto para o posicionamento das partes envolvidas.

 

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