
A Vigilância em Saúde Ambiental fez uma nova leitura das armadilhas ovitrampas instaladas em Sorriso. Nas 567 armadilhas instaladas no Município foram coletados 17.797 ovos e, desse total 43%, isso é, 7.652 das amostras coletadas positivaram para o Aedes aegypti, agente mosquito transmissor da dengue, zika e Chikungunya. Os dados foram divulgados pela Vigilância em Saúde Ambiental nesta segunda-feira, 24 de agosto.
Dentre os índices de maior preocupação está o bairro Rota do Sol com cinco armadilhas positivas; o Centro Sul que positivou em quatro armadilhas e os bairros Green Park, Jardim América e Parque Universitário, nestes último locais, em cada bairro três armadilhas com ovos foram encontradas.
A coordenadora da Vigilância Ambiental, Claudete Damasceno, pontua a quantidade de ovos positivos diminuiu bastante no comparativo com março de 2026 quando das 567 armadilhas instaladas no Município foram coletados 45.583 ovos e, desse total 77%, isso é, mais de 35 mil das amostras coletadas positivaram para o Aedes aegypti. “Com várias ações e a participação popular conseguimos baixar esses números, estamos no caminho para diminuir ainda mais esse índice”, aponta Claudete.
Armadilhas desaparecidas
Claudete pontua que recentemente 15 recipientes das armadilhas tiveram que ser substituídos. “As armadilhas simplesmente sumiram, observamos que muitas pessoas estão usando como vasinho de plantas e voltamos a pedir que não façam isso: as armadilhas são especificas para a coleta de ovos do mosquito, elas não podem e não devem ser usadas como item decorativo”, alerta.
A coordenadora explica que todos os itens que sumiram foram repostos pelo Município para não haver prejuízos ao trabalho. Contudo, cada reposição causa prejuízo financeiro ao Município e também aos dados que acabam sendo prejudicados. “Quem perde com isso é a população, então quem aceitou receber a armadilha em casa, por favor cuide, não use de forma inadequada”, reforça a profissional.
Sobre as armadilhas
A armadilha ovitrampas é uma ferramenta estratégica que permite identificar precocemente áreas com maior risco de proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.os dados permitem um planejamento mais eficiente das ações direcionado para os pontos cruciais.
“As ovitrampas são essenciais para podermos identificar onde o mosquito está se reproduzindo com maior intensidade. A partir desses números, conseguimos direcionar melhor nossas equipes, intensificar as ações nos bairros mais críticos e orientar a população sobre a importância de eliminar qualquer foco de água parada”, destaca.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que oenfrentamento ao Aedes aegypti é uma responsabilidade compartilhada. A colaboração da comunidade, com cuidados simples no dia a dia, como manter quintais limpos, descartar corretamente recipientes e permitir o acesso dos agentes de combate à endemias, é fundamental para reduzir os focos e proteger a saúde da população.
Mín. 23° Máx. 36°



