A Secretaria de Saúde de (Semsa) Sorriso divulgou hoje, 21 de outubro, um boletim atualizado de arboviroses com dados de dengue, zika e Chikungunya. De 1.º de janeiro até o momento, Sorriso registrou 89 casos de dengue – 11 a mais do que em 06 de outubro - sendo dois com sinais de alarme, um em fevereiro e outro em junho; 32 casos positivos de Chikungunya; no período, três possíveis casos de zika foram investigados e descartados. Os dados atualizados integram o relatório do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) e constam no Sistema Sinan On-line.
Conforme o relatório, em janeiro foram confirmados 10 casos de dengue; em fevereiro foram 8 registros, incluindo um com sinais de alarme e em março foram 7 registros; em abril 9; em maio 7; junho 7, um com sinais de alarme; em julho 10; em agosto 14; em setembro 11 e em outurbo 6. Já de Chikungunya foram 4 casos em janeiro; 5 em fevereiro; 4 em março; 3 em abril; 2 em maio; 4 em junho; 2 em julho; 4 em agosto; 2 em setembro e 2 em outubro.
Em relação aos locais com maior incidência, foram 8 registros de dengue no Rota do Sol; 5 no Santa Clara,; 4 no Mário Raiter e 4 no Bom Jesus, nos demais bairros o número de registros foi menor. O Rota do Sol também registrou 4 casos de Chikungunya; já os bairros Bela Vista e Vila Bela registraram 2 casos de Chikungunya cada um; os demais casos são de outros bairros.
Os números, aponta a coordenadora do Cievs, a enfermeira Cátia Luciano, refletem os dados de nove meses de trabalho intenso e a quantidade de casos positivos é considerada baixa levando em consideração o tempo analisado.
E, para que tudo continue assim, com números baixos, é essencial o cuidado para garantir a eliminação de criadouros de Aedes aegypti. O mosquito, vale lembrar, é vetor de arboviroses das três arboviroses, cujos dados são rotineiramente monitorados pela Semsa.
Com o início da temporada de chuvas, a Secretaria de Saúde intensifica o alerta para eliminação de criadouros de Aedes aegypti. Conforme a coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental, Claudete Damasceno, esse é o momento ideal para a população dar uma geral no quintal de casa e também na empresa. “Estamos no início do período chuvoso, é necessário eliminar criadouros nesse momento e manter esse olhar de forma contínua”, aconselha. “No momento não temos pico de arboviroses, não há procura elevada e queremos manter dessa forma”, reforça.
Criadouros
E a melhor forma de eliminar e evitar a doença é evitar que o mosquito nasça. “Como todo mundo já sabe a água parada – suja ou limpa; é o local ideal para disseminação de criadouros do Aedes aegypti, o tal mosquito transmissor da dengue, zika vírus e Chikungunya”, pontua o gestor. Para evitar situações assim, as equipes da Vigilância em Saúde Ambiental estão diariamente na rua realizando trabalho de instrução e alerta.
E em cada visita, seja em comércios, pontos estratégicos (PEs) ou residências em que são detectados criadouros, as larvas são coletadas e testadas para o Aedes e o criadouro eliminado. Quando a suspeita se confirma os responsáveis são comunicados para que possam monitorar o surgimento de casos de dengue e realizar o pente fino eliminando outros possíveis criadouros que tenham passado despercebidos.
Hoje os principais problemas identificados pela equipe da Vigilância Ambiental são a água servida, aquela oriunda de esgoto doméstico ou empresarial e a sujeira nas bocas de lobo, situações propícias para a proliferação do mosquito.
A orientação é que toda a semana a população tire dez minutos semanais para dar aquela conferida no espaço onde vive ou trabalha. A recomendação é evitar acúmulo de lixo, que além do Aedes aegypti também pode esconder animais peçonhentos como cobras, ratos, aranhas, escorpiões, dentre outros.
Denúncias
Vale reforçar que para quemidentificar situações com criadouros ou com suspeita, água servida descartada na ruaedescarte de lixo em locais inapropriados, a recomendação é procurar a equipe técnica. As denúncias também podem ser realizadas diretamente à Unidade Sentinela da Vigilância pelo (66) 99600-1462.
Coleta de resíduos sólidos
Sempre é bom ficar de olho no calendário de coleta de resíduos sólidos – confira aqui o calendário de coleta de 2026 , em que são recolhidos móveis e eletrodomésticos velhos e inservíveis; assim como restos da limpeza de jardins que incluem folhas e restos vegetais que podem servir como criadouro de insetos e animais peçonhentos, como a grama quando é cortada. O recomendado é descartar o material seguindo corretamente o calendário, evitando assim a formação de possíveis criadouros para o Aedes aegypti e outros animais peçonhentos.
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